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sexta-feira, 29 de maio de 2009
terça-feira, 19 de maio de 2009
Frangalhos entorpecidos
Eu não quero te ver; não, na verdade.Eu sinto como se qualquer movimento seu pudesse me transformar em frangalhos. Como se minha mente, meu coração, meus sorrisos, já não fossem resquícios do que eram. Mas a idéia de ter a oportunidade de estar com você é muito sedutora, eu não posso negar, não mesmo. É travar batalha perdida com a vozinha no meu cérebro, e eu cansei de batalhas. Eu cansei de sentir, às vezes só quero me agarrar ao torpor, mas o torpor parece até doer mais. E depois de um tempo nada mais vai importar, e a pulsação atrás dos meus ouvidos vai desaparecer; os frangalhos serão caretas de dor. Eu não sei como evitar.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Fica bem
Você significou mais para mim do que um dia poderia compreender. Não tema, meu caro, mesmo que o futuro esteja tão próximo. AGORA! Não tema, meu coração, um dia tudo se ajeita. Talvez o tempo aprenda a ir mais rápido até que isso aconteça e depois desacelere quando o momento bastar. E se você não estiver lá quando o momento exato for tudo o que eu quero, eu vou ter as minhas lembranças marcadas no fundo dos meus olhos, então vai ser suportável. Porque está com você derrete um mundo de problemas, tudo é glorioso; saber que em algum lugar do mundo você caminha, faz tudo parecer mágico. Então quando o tempo do 'adeus' chegar, não quebre meu coração dizendo que vai sentir minha falta - não faça promessas absurdas,não me faça querer dizer que não precisa ser assim, diga que você gosta de mim e que eu vou ficar bem sem você.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
A fitinha...
E meses atrás eu amarrei aquilo no braço - 'faça um pedido que ele se realiza', disseram-me, mas entre tantos objetivos a serem alcançados, entre todas as coisas que deveriam ser prioridades, minha mente foi só para você. Eu nem pensei muito, eu não disse 'por favor que...', eu pensei 'eu só queria vê-lo!' sem detalhes, o desejo era simples. E você veio para minha vida, nem demorou tanto, mas você ficou e me deu mais momentos para trazer a mente quando a saudade apertar demais. Então para mim fez perfeito sentido ter sido você quem arrancou a fitinha.
sábado, 2 de maio de 2009
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Ambíguidade
Ela o odiava tanto,
sabe lá Deus porquê!
E ela o amava tanto,
será que Deus sabe porquê?
Ela nunca fez muito sentido.
E ela queria que ele passasse
o resto da vida dele
tentando achar uma ligação
entre seus pensamentos.
Talvez ele não fosse
o certo para a tarefa...
sabe lá Deus porquê!
E ela o amava tanto,
será que Deus sabe porquê?
Ela nunca fez muito sentido.
E ela queria que ele passasse
o resto da vida dele
tentando achar uma ligação
entre seus pensamentos.
Talvez ele não fosse
o certo para a tarefa...
E é isso o que a gente ganha quando o coração vence!
Sabe o que é?
É que eu vou chorar,
eu sei que eu vou,
eu sinto!
Eu vou voltar para casa
com o rosto lavado de dor.
Eu tentei evitar, mas não dá.
Porque há intensidade
e há eternidade,
e há mais outra coisa
que eu nunca fui capaz
de compreender.
E aí, eu escrevo palavras,
nem são poemas, bobagens.
Se a Literatura fosse Deusa
me baniria, mas são verdades,
é tão verdade, em cada parte.
E eu vou carregando tudo,
meu coração pesa e depois
parece que nem existe.
E eu não tenho certeza
se dá para superar,
se dá para voltar atrás,
não existe nada no passado
que vá me fazer sentir
que há energia pulsando em mim.
Eu só estou exausta de querer,
exausta de sentir.
É absurda a injustiça
desse amor.
Mas eu não vou fugir,
porque a dor acha
a perseguição um jogo deleitante.
E eu desejei nunca te ver,
eu desejei você na minha vida
e aí mudei de idéia.
Eu devaneio sobre o que a sorte
guarda para mim, me encontre!
Ó destino, me nina em teus braços,
eu sou teu brinquedo
e nenhuma das possibilidades
que minha mente aguarda
faz sentido para ti!
É que eu vou chorar,
eu sei que eu vou,
eu sinto!
Eu vou voltar para casa
com o rosto lavado de dor.
Eu tentei evitar, mas não dá.
Porque há intensidade
e há eternidade,
e há mais outra coisa
que eu nunca fui capaz
de compreender.
E aí, eu escrevo palavras,
nem são poemas, bobagens.
Se a Literatura fosse Deusa
me baniria, mas são verdades,
é tão verdade, em cada parte.
E eu vou carregando tudo,
meu coração pesa e depois
parece que nem existe.
E eu não tenho certeza
se dá para superar,
se dá para voltar atrás,
não existe nada no passado
que vá me fazer sentir
que há energia pulsando em mim.
Eu só estou exausta de querer,
exausta de sentir.
É absurda a injustiça
desse amor.
Mas eu não vou fugir,
porque a dor acha
a perseguição um jogo deleitante.
E eu desejei nunca te ver,
eu desejei você na minha vida
e aí mudei de idéia.
Eu devaneio sobre o que a sorte
guarda para mim, me encontre!
Ó destino, me nina em teus braços,
eu sou teu brinquedo
e nenhuma das possibilidades
que minha mente aguarda
faz sentido para ti!
quinta-feira, 12 de março de 2009
um presente do presente
É engraçado quando você pede uma coisa aos céus, depois não quer mais (ou tenta se convencer a não querer), e aí a coisa acontece, quando você nem imaginaria que fosse acontecer. Você fica 10 segundos parada tentando pôr as idéias no lugar,em choque, não consegue fazer nada mais além de se afogar nesse sentimento de choque. Um estalo, você volta ao normal. Você conseguiu, foi melhor, imperfeito - mas ainda assim melhor do que você poderia imaginar.
Ah, vida! Sempre aprontando essas surpresas. Sempre nos conduzindo em segredo, sussurando oportunidades. E eu ainda não sei o que fazer!
Ah, vida! Sempre aprontando essas surpresas. Sempre nos conduzindo em segredo, sussurando oportunidades. E eu ainda não sei o que fazer!
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Por um pouco de direção
De repente nada faz mais muito sentido, o teto vira chão - só para você, para os outros não. Então, se tenta colocar as idéias no lugar ou se larga de tentar. E, às vezes, nada funciona a não ser voltar e abdicar da memória recente (ou tentar evoluir através dela) e prender-se ao que fez sentido antes. Talvez a resposta venha, só talvez você ache a ordem nas coisas e nos fatos; há uma boa chance de que, ao menos, você se sentirá mais uma vez em sintonia com tudo o que você é.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Diálogos
Eu: Eu tô com tanto sono! Mas eu não vou dormir eu me recuso.
R: Por quê?
Eu: Porque eu não quero, não há uma boa razão para eu dormir.
R: Além do fato de você estar com sono?
Eu: Não é uma boa razão.
R: Por quê?
Eu: Porque eu não quero, não há uma boa razão para eu dormir.
R: Além do fato de você estar com sono?
Eu: Não é uma boa razão.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
(L) Irritante
Me dá raiva, me deixa por aqui, me dá vontade de atirar coisas, esse coração irritante continuar a saltar tal qual bobo-da-corte a dar cambalhotas, pulsando numa batida que me lembra o quanto eu achava que você era especial.
Eu tenho que me vigiar o tempo, lembrar-me constantemente de que você gostar de mim mais do que eu de você é impossível, e se fosse possível seria erradoestar do teu lado. É, tem vezes que as razões estão claras na minha mente, às vezes estas me fogem e demora para eu catar entre os cacos do meu coração a razão principal para eu te "ignorar" supostamente, embora nunca tenha sido capaz disso.
Eu quero que as músicas percam o sentido, que a fala não me pareça melíflua, que o livro não diga o que eu tô sentindo. E esse dia deveria já ter chegado, se por vezes te ignoro, outras vezes eu te odeio, na maior parte do tempo eu te amo - e ainda assim não quero me fazer entender, não quero falar, não quero sentir. Eu quero a letargia...
Eu tenho que me vigiar o tempo, lembrar-me constantemente de que você gostar de mim mais do que eu de você é impossível, e se fosse possível seria erradoestar do teu lado. É, tem vezes que as razões estão claras na minha mente, às vezes estas me fogem e demora para eu catar entre os cacos do meu coração a razão principal para eu te "ignorar" supostamente, embora nunca tenha sido capaz disso.
Eu quero que as músicas percam o sentido, que a fala não me pareça melíflua, que o livro não diga o que eu tô sentindo. E esse dia deveria já ter chegado, se por vezes te ignoro, outras vezes eu te odeio, na maior parte do tempo eu te amo - e ainda assim não quero me fazer entender, não quero falar, não quero sentir. Eu quero a letargia...
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Ver ele me alegra, escutar a sua voz suave - um pouco tímida, o riso nervoso - me alegra. Os dedos correm pelos cabelos que se dividem em ondas de um brilho dourado. De repente, eu penso: ele é tudo o que alguém deve ser (talvez não seja, talvez alguém discorde, talvez eu mude de idéia algum dia, pode ser que não). De que adianta, garoto? O que fazer com o sentimento no peito? Jogar fora? Seria possível, eu poderia não amá-lo amanhã?
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Eu não sei se esse foi um sentimento que surgiu só em mim... É uma saudade estranha, saudade que não tem um porquê. Saudade sem motivo, mas ainda assim saudade, que vira uma vontade ansiosa e de repente tudo demora a chegar, e os braços estão apontando para o chão quando deveriam estar enlaçando quem queriam. Saudade do amanhã? Saudade do amanhã que o presente quer alcançar.
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