segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Por um pouco de direção

De repente nada faz mais muito sentido, o teto vira chão - só para você, para os outros não. Então, se tenta colocar as idéias no lugar ou se larga de tentar. E, às vezes, nada funciona a não ser voltar e abdicar da memória recente (ou tentar evoluir através dela) e prender-se ao que fez sentido antes. Talvez a resposta venha, só talvez você ache a ordem nas coisas e nos fatos; há uma boa chance de que, ao menos, você se sentirá mais uma vez em sintonia com tudo o que você é.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Diálogos

Eu: Eu tô com tanto sono! Mas eu não vou dormir eu me recuso.
R: Por quê?
Eu: Porque eu não quero, não há uma boa razão para eu dormir.
R: Além do fato de você estar com sono?
Eu: Não é uma boa razão.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

(L) Irritante

Me dá raiva, me deixa por aqui, me dá vontade de atirar coisas, esse coração irritante continuar a saltar tal qual bobo-da-corte a dar cambalhotas, pulsando numa batida que me lembra o quanto eu achava que você era especial.

Eu tenho que me vigiar o tempo, lembrar-me constantemente de que você gostar de mim mais do que eu de você é impossível, e se fosse possível seria erradoestar do teu lado. É, tem vezes que as razões estão claras na minha mente, às vezes estas me fogem e demora para eu catar entre os cacos do meu coração a razão principal para eu te "ignorar" supostamente, embora nunca tenha sido capaz disso.

Eu quero que as músicas percam o sentido, que a fala não me pareça melíflua, que o livro não diga o que eu tô sentindo. E esse dia deveria já ter chegado, se por vezes te ignoro, outras vezes eu te odeio, na maior parte do tempo eu te amo - e ainda assim não quero me fazer entender, não quero falar, não quero sentir. Eu quero a letargia...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Se eu fosse pedir
algo só para mim
seria não te ter
amado tanto assim.
Ver ele me alegra, escutar a sua voz suave - um pouco tímida, o riso nervoso - me alegra. Os dedos correm pelos cabelos que se dividem em ondas de um brilho dourado. De repente, eu penso: ele é tudo o que alguém deve ser (talvez não seja, talvez alguém discorde, talvez eu mude de idéia algum dia, pode ser que não). De que adianta, garoto? O que fazer com o sentimento no peito? Jogar fora? Seria possível, eu poderia não amá-lo amanhã?

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Não gosto disso
de mudar minha opinião
sobre você, não!
Eu não sei se esse foi um sentimento que surgiu só em mim... É uma saudade estranha, saudade que não tem um porquê. Saudade sem motivo, mas ainda assim saudade, que vira uma vontade ansiosa e de repente tudo demora a chegar, e os braços estão apontando para o chão quando deveriam estar enlaçando quem queriam. Saudade do amanhã? Saudade do amanhã que o presente quer alcançar.
Eu desenho os contornos da tua face com minha vista, é fácil não ter que desviar o olhar - queria não tê-lo que fazer nunca, seus olhos me prendem no canto, são puxados para a eternidade.