sexta-feira, 1 de maio de 2009

E é isso o que a gente ganha quando o coração vence!

Sabe o que é?
É que eu vou chorar,
eu sei que eu vou,
eu sinto!
Eu vou voltar para casa
com o rosto lavado de dor.
Eu tentei evitar, mas não dá.
Porque há intensidade
e há eternidade,
e há mais outra coisa
que eu nunca fui capaz
de compreender.
E aí, eu escrevo palavras,
nem são poemas, bobagens.
Se a Literatura fosse Deusa
me baniria, mas são verdades,
é tão verdade, em cada parte.
E eu vou carregando tudo,
meu coração pesa e depois
parece que nem existe.
E eu não tenho certeza
se dá para superar,
se dá para voltar atrás,
não existe nada no passado
que vá me fazer sentir
que há energia pulsando em mim.
Eu só estou exausta de querer,
exausta de sentir.
É absurda a injustiça
desse amor.
Mas eu não vou fugir,
porque a dor acha
a perseguição um jogo deleitante.
E eu desejei nunca te ver,
eu desejei você na minha vida
e aí mudei de idéia.
Eu devaneio sobre o que a sorte
guarda para mim, me encontre!
Ó destino, me nina em teus braços,
eu sou teu brinquedo
e nenhuma das possibilidades
que minha mente aguarda
faz sentido para ti!

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