quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Toda uma vida pela frente...

Se tem uma frase que minha mãe gosta de repetir quando eu começo meu monólogo pseudo-problemático de que eu estou ficando velha e perdendo tempo com algo que eu não quero levar para frente é: "você tem toda uma vida pela frente". Mas é justamente esse o problema, mãe! Eu - supostamente, a não ser que algo ruim (bate na madeira) aconteça - tenho toda uma vida pela frente. O que fazer com esse tempo presente? Sim, presente! Futuro é uma mentira, não existe, me poupe! Eu não quero tomar as decisões erradas e alterar toda a minha vida, meus planos, meu "agora" que vem depois.
O engraçado é que eu não acredito realmente que eu esteja despediçando tempo, para mim "desperdício de tempo" é outra grande mentira de quem não vê que segundo a segundo o que importa é o que eu estou fazendo. Todo aprendizado é bem-vindo, todo minuto de ócio deve ser aproveitado e toda confusão não vai nos machucar. Seria então o caso de eu estar dando muitas voltas para chegar a faixa de "Chegada!" e eu aprecio a vista dos lados, mas estou anciosa.
Se eu estou destinada a ser algo - desde criança infernizam a gente com essa idéia -, então eu quero ser o algo que eu devo ser logo, para ficar tranqüila, eu tenho problemas é com a turbulência. Eu não gosto disso, eu gosto de brisa, sombra e da água fresca da felicidade que é a certeza! E eu nunca tive muitas certezas, as respostas fogem de mim como o diabo foge da cruz.
Então, eu tento manter a respiração regular e esquecer tudo o que me desviou dos meus planos originais, para formular novos planos que com sorte darão certo. Do destino não tenho medo!

Nenhum comentário: